terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Cinema

Meu primeiro post não poderia deixar de ser sobre cinema. Nos últimos dias assisti a dois filmes que com certeza ficarão como referências importantes no futuro: Little Miss Sunshine e O Perfume.

Meu primeiro post não poderia deixar de ser sobre cinema. Nos últimos dias assisti a dois filmes que com certeza ficarão como referências importantes no futuro: Little Miss Sunshine e O Perfume.

Estes são exemplos de filme que marcam e cada um deles merecerá um post inidvidual, mas na verdade, eu os cito como uma fonte de alegria que só o cinema pode proporcionar.

Sempre que vejo um filme realmente inovador, com um roteiro bem desenvolvido, atuações marcantes, direção competente, sinto uma alegria especial. Ao questionar o motivo deste sentimento, penso que esta sensação é semelhante à conquista de uma nova amizade.

Quantas vezes em nossas vidas recorremos aos filmes para explicar e exemplificar acontecimentos de nosso dia a dia? Entre os que acontecem comigo posso citar:
· Quando meu irmão Iuri não cuida direito de sua saúde: “Tu vai ficar inválido e eu vou te tratar que nem a Bette Davis tratava a Joan Crawford no filme O que teria Acontecido à Baby Jane!!!”
· Ao ver uma inocente cenoura, alguém sempre faz a cena da Vivien Leigh comendo uma cenoura cheia de terra no fabuloso E o Vento Levou: “Eu nunca mais vou passar fome!”
· Quem nunca pegou um telefone e disse “ET fone home”?
· Espero o ano inteiro somente para pedir alguma coisa e poder parafrasear o Golum: “Give to us, cause I wants it and its my birthday”!
· No meio de uma festa, preste a ocorrer algum bafão, lembro sempre da Bette Davis em A Malvada: “Apertem os cintos, esta vai ser uma noite bem agitada”.
· Pedir uma música e dizer: “Play it again, Sam”.
· Servir galinha e perguntar, como Grace Kelly sugestivamente o faz em Ladrão de Casaca do Hitchcock: “Peito ou coxa?”.
· Quando vejo minhas gatas se encarando antes de se atracar uma na outra: “Elas estão fazendo a cena da Noiva duelando com a O-ren em Kill Bill”.
· Quando alguém fala alguma coisa “fora da casinha”: “Parece a Dori do Procurando Nemo”.
· Quando se fala em voltar com ex-namorado, cantar: “I don't want to be buried in a Pet Sematary, I don't want to live my life again”, música dos Ramones para o filme “O cemintério maldito” que descreve bem como alguns relacionamentos ressuscitam.

É claro que um filme não substitui um amigo verdadeiro, mas está sempre nos acompanhando, afinal, sempre que estiver andando na chuva vou poder lembrar do Gene Kelly cantando: "I'm singing in the rain /Just singing in the rain /What a glorious feelin' I'm happy again...

Um comentário:

Jussara Palma disse...

Alguém já disse que uma boa sessão de cinema é bem mais eficaz que uma sessão de terapia.
Te amo
Jussara